quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lindas donzelas nas janelas...


Foto - Donzela na janela do solar.

Os dias se passavam em Caxambu e nós a quase um mês naquela pequena cidade ficávamos atentos aos detalhes e novidades daquele lugar. Em alguns horários saíamos para exploração como se fossem viajantes do tempo colhendo informações sobre o lugar. Haviam vários hotéis onde os Cariocas, Paulistas e Mineiros que preferiam o ar do interior se hospedavam durante os feriados. Havia uma Igreja Católica no alto do morro onde o acesso era por uma escadaria bem extensa e que não era muito aconselhável passar  durante a noite. Achei no centro uma loja de venda de licores de vários sabores. Muito bom! Comprei de pêssego, nózes e casca de laranja. Artesanal e feito no capricho pelo Mineiro. Outro programinha alternativo e legal era o café com pão de queijo nas padarias locais. Uma especialidade daquele povo Mineiro. Ao lado do hotel em que estávamos hospedados tinha uma casa com um vulto sempre presente na janela defronte para a rua. A passagem era obrigatória pois estava no caminho do parque onde ficava a fábrica. Logo  ficou claro que era uma presença feminina. O que seria aquela presença pontual? A dona da casa cuidando o movimento? Algum empregado? A filha? Alguém solitário contemplando a paisagem e pensando na vida? Ao passar por uma loja de artesanato local vi uma estátua em forma de uma mulher debruçada sobre uma janela. Logo vi que se tratava apenas de uma obra de arte de bom gosto colocada pelo proprietário da casa  naquela janela. Mas não importa, pois logo adotamos como nossa amiga e sempre que passávamos por ali acenávamos como fosse para alguém que nos queria bem. Longe de casa a muito tempo, e seguindo exemplo do BBB Bambam  em que fez amizade com uma vassoura chamada Maria Eugenia tratamos de achar um nome para a linda donzela sempre presente na janela. Simplesmente Gertrudez! Nossa amiga da janela do solar.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Páscoa longe de casa!

Foto - Passeio no teleférico com vista da cidade de Caxambu - MG

E os dias se passavam e a data para terminar os trabalhos se distanciava. Realmente tínhamos muita coisa para fazer e com três pessoas era praticamente impossível entregar a fábrica rodando em um mês. Já quase vinte dias em Caxambu, tudo indicava que  iríamos passar a Páscoa por lá. Nossa base, a assistência técnica não nos criava nenhuma expectativa de voltarmos para casa. Ninguém viria nos substituir conforme divulgado durante minha contratação no que diz respeito a ficar no máximo vinte dias fora. Ficamos um pouco abatidos, mas a missão tinha que continuar e eu não estava disposto a abandonar o barco. O pessoal da fábrica foi muito importante para amenizar a distância pois eram muito legais. O Arlindo com seu Gol quadrado reformado e impecável estacionado no pátio da fábrica, nos ajudava no que era preciso para dar suporte aos nossos trabalhos e o Sebastião sempre com o lanche da tarde, pois saco vazio não para em pé. Trabalhei no sábado para não deixar parar as atividades durante o feriado, mas no domingo eu e o Balin fomos visitar um teleférico que saia de dentro do parque em direção a uma montanha com vista para a cidade. Foi um final de semana para tirarmos umas fotos do lugar e tomar umas cervejas Itaipava no restaurante do Dedeco. Deu para constatar que também fazia frio naquele lugar devido a altitude. Tivemos que comprar uns moletons e a noite na cama era obrigatório o uso do cobertor. Um lugar bem parecido com o clima do sul.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Baependi é logo alí!

Durante os trabalhos de montagem dos transportes de garrafas nos deparamos com o número insuficiente de parafusos usados em diferentes aplicações. Na montagem do quadro  elétrico do despaletizador iria precisar de um alicate de aperto para terminal tubular. Diante da distância de Bento Gonçalves, Rio, São Paulo e BH procuramos na cidade mais próxima para encontrar os materiais referidos. Baependi ficava uns vinte minutos de Caxambu e eram parecidas em tamanho, porém, a atividade econômica local em volta da extração e comércio de pedras para revestimento a tornava mais equipada. Tinha um comércio mais diversificado com algumas lojas e uma feira temporária ao ar livre ficando aberta até a noite.Tratamos de procurar o que precisava e voltar em um final de semana para conhecer melhor. Baependi após as missa no final de cada domingo era animada por uma banda de música sertaneja bem no centro da praça onde os "nativos" dançavam como se fosse uma baile ao ar livre. Havia também na praça um buteco chamado Fecha Nunca demostrando a tradição do Mineiro pela preferência dos estabelecimentos onde é servido uma cerveja gelada com um bom petisco regado a muito "papo cabeça". Tive oportunidade de assistir o show da dupla Marlon e Maicon em plena praça com entrada franca em uma das comemorações da cidade."Baependi é logo alí!".