domingo, 6 de março de 2011

Problemas no aéreo!

Foto - Pequeno trecho de transporte feito pela equipe para solucionar problema.

Depois de posicionar a pesada enchedora com paleteiras em uma sala toda fechada para o envase, era a vez da montagem do transporte aéreo. Com plantas e layout na mão nos referenciávamos naquela antiga usina de álcool. O transporte aéreo da rotuladora até a enchedora era muito parecido com uma montanha russa, porém em um determinado ponto não fechou as medidas com as do desenho. Era tudo montado em blocos e ficou um espaço vazio que não fechava. Precisávamos de alguém com habilidade em solda para fabricar um trecho de aéreo de aproximadamente 40 cm para preencher o espaço causado pelo erro de projeto. O cara era o Anderson, pois em outras situações já tinha demonstrado essa habilidade. Cortou um pedaço de um módulo de aéreo que iria ser instalado em outra unidade da fábrica e soldou as chapas perfuradas em forma "u" para a fixação do mesmo viabilizando o fim da montagem do transporte. Tudo parecia bem, porém ao tentarmos posicionar a embaladora deparamos com um problema. Não passou pela porta de entrada que era muito baixa. Os painéis de comando ficavam em cima da maquina deixando uma altura indesejável para atravessar a porta. Tive que entrar em cena e desligar todos os fios com cuidado na identificação dos mesmos para religar. O quadro foi retirado possibilitando a operação. Após esses contratempos se sucedeu o posicionamento do quadro principal com os inversores de frequência do transporte, montagem das eletrocalhas, passagem dos cabos 4 x 2,5mm e ligação dos mesmos aos motores. Também a fixação dos sensores, cabos e ligação dos mesmos. Tudo obedecendo a identificação proposta nos esquemas elétricos com anilhas numeradas e terminais tubulares 2,5 mm.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Início dos trabalhos no envase de suco.

No primeiro dia acordamos cedo e tomamos um bom café no hotel em Cataguases onde nos esperava um motorista chamado Marcelo que morava em Astolfo. Gente muito boa que me fazia lembrar o Nerso da Capitinga. Complementava sua renda de taxista com uma lan house e uns produtos do Paraguai. Logo negociamos com ele uns mouses para nossos notes. Ao chegar na fábrica em Astolfo nos deparamos com uma antiga usina de álcool que foi adquirida por um empresário e teria seu espaço físico adaptado para uma fábrica envasadora de sucos. Já funcionava lá a parte de beneficiamento da polpa e envase em latões para exportação. Cabia a nós montar e posicionar a enchedora, montar transporte aéreo, transporte de garrafas, embaladora e paletizador. Logo começamos as medições com a trena nas salas fazendo a conferência com as plantas impressas que nos foram dadas em Bento. Para variar sempre tinha uma modificação. A rotuladora era por conta de outra empresa, mas do mesmo grupo onde trabalhávamos. Viria outro pessoal. Logo fomos apresentados ao poderoso dono da fábrica que nos cobrava o prazo de entrega, mas sempre tinha uma piada na manga para nos fazer rir todo o dia. O pai dele era um velhinho muito amistoso e que chamava a atenção por estar todo dia de manhã na fábrica sentado em um banquinho e tirando os pregos com martelo e pé de cabra das madeiras que envolviam o maquinário. Que disposição! Gente muito boa!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Rumo a Cataguases MG

Foto - No caminho para Teresópolis em um restaurante na serra, atrás a famosa montanha com o nome "dedo de Deus".

Depois de quase um mês trabalhando próximo a Bento Gonçalves chegou a hora de ir para algum ponto do Brasil. Uma linha de envase de suco foi vendido para Astolfo Dutra em Minas Gerais. Mais uma cidade pequena e calma. Desembarquei acompanhado dos parceiros Anderson e Balin no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro. Lá um motorista da empresa nos esperava. Para chegar ao destino referido iriamos tomar uma rota que passaria por Teresópolis na região serrana do Rio e atravessariamos a fronteira com Minas chegando em Cataguases onde iriamos ficar hospedados. Cataguases ficava uns 10 km de Astolfo onde ficava o local da montagem e era um cidade pequena, mas bem maior que Astolfo. Descobrimos logo que na frente do hotel teriamos algo bem diferente para se observar. Um trêm que passava todo o dia na frente carregando minério. A noite também era marcada por uma passagem dele de madrugada com o som de uma forte buzina. Nãããão! Mas o hotel era bom com piscina no terraço e rede wireless para nos comunicar com o sul com nossos notebooks. Mundo pequeno! Acabei encontrando durante a janta no hotel um colega de Bento Gonçalves dos meus tempos de estudante de engenharia mecânica. Ele se formou e estava representando naquela região do Brasil uma empresa de Bento que fabricava motoredutores. Bem aventurado!