sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A volta para a elétrica.

Foto - Um dos quadros de comando montados na elétrica
Depois de um tempo adormecido volto a escrever novamente aqui no blog. Muita coisa está mudando na minha vida. Parei de escrever no blog na minha volta para serra trabalhando em Bento Gonçalves e viajando pelo Brasil. Pois bem no primeiro dia de empresa me apresentaram a um eletricista chefe que também viajava muito e era um cara muito legal comigo. Ele não era bem um gestor dentro da oficina elétrica e estava mais para um consultor, como alguém com muita experiência para passar para a turma jovem de eletricistas. Tinha um bom controle de materiais usados no dia a dia. O setor da elétrica era composto por outros quatro jovens dentre os quais um se destacava pela desenvoltura, liderança e conhecimento com materiais elétricos pois já tinha trabalhado em uma grande loja em Bento. Nenhum deles tinha curso técnico, porém tinham passado por cursos qualificantes do SENAI e dois deles faziam engenharia eletrica em uma universidade local durante a noite. A oficina elétrica era uma sala de aproximadamente desesseis metros quadrados contando com um bom ferramental e um corredor com materiais usados para montagem de quadros. Lá participei de várias montagens de quadro de comando furando painéis, fazendo roscas, cortando fios, identificando-os com anilhas numeradas, aplicando terminais e outras atividades relacionadas. Tinhamos um clima bem descontraído com um ótimo ambiente de trabalho. No corredor do estoque tinha até uma cafeteira comprada em sociedade para abastecer-nos em dias de muito frio. A empresa também oferecia aos funcionários um café da manhã que eu pegava as sete horas. Acordava as cinco e meia na casa dos meus pais e saia as seis para poder chegar no horário, afinal eram pouco mais de quarenta quilometros de Caxias até Bento. Sempre lembrando a bordo da minha fiel moto "la querendona".

sábado, 4 de setembro de 2010

Voltando para a serra

Depois de insistir várias vezes junto a coordenadoria regional de educação para poder dar aula em alguma disciplina de exatas surge uma vaga em uma escola em Novo Hamburgo. Cidade que ficava uns 30 km de onde morava. Realizei pelo menos duas incrições em dois editais. Corri atrás da documentação necessária porém, na mesma época uma empresa de Bento Gonçalves, a qual tinha mandado um currículo me chamara para uma entrevista. Estava com duas oportunidades na mão depois de seis mêses de procura e tinha que fazer uma escolha. Optei pelos benefícios trabalhistas como FGTS, férias remuneradas e décimo terceiro a qual o estado não me ofereceria como professor. Fui então até Bento Gonçalves de moto fazer uma entrevista em um dia frio e com muita neblina na serra gaúcha. Era o começo do retorno a uma terra onde vivi por muitos anos. Chegando lá fui recebido por um gerente do setor de assistencia técnica da empresa. O ramo era de fabricação de maquinas para envase de bebidas e a minha função seria de eletricista para viajar pelo Brasil fazendo a parte elétrica das instalações dos equipamentos. Apesar da empolgação alguns sacrificios seriam feitos como ficar distante da minha família, pois teriam que morar na região do Vale do Paranhana até o "gurí" se formar.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dias de luta!

Foto - Enchente em Três Coroas
E agora eu me encontrava ali em uma cidade pequena desempregado com minha família e com a missão de reverter o quadro. Minha primeira ação foi me dedicar a procurar emprego pela região do Vale do Paranhana e Vale dos Sinos para ficar perto da família, pois meu filho ainda tinha que concluir o último ano do segundo grau e o curso técnico em eletronica em uma escola estadual. Mandei currículo para várias fábricas do setor calçadista na área de gestão da produção, como supervisor ou analista. Também mandei para uma metalurgica que fabricava componentes para calçados, mas ninguém me chamava. Também fazia contatos por telefone mas nada retornava positivamente. Meu casamento também não ia bem pois brigava muito com minha mulher. Ela foi muito companheira arranjando um emprego de atendente de padaria em um supermercado da cidade. Nesse periodo ainda escapamos por um triz de uma inundação em época de chuva. Minha filha de onze anos ia de bicicleta para a escola pois a cidade favorecia o referido transporte com uma ciclovia na avenida principal. O tempo ia passando e eu lutava contra ele para sobreviver naquele local pelo menos até o "gurí" se formar. Me ocorreu que por ter cursado até o quinto semestre eu poderia dar aula no contrato emergêncial do estado em alguma matéria de exatas (matemática, física e outras). Ficava atento aos editais do site da secretaria de educação e ia várias vezes até acidade de São Leopoldo que ficava uns 40 km abaixo de sol, chuva e frio a bordo da "La querendona", minha fiel motocicleta 250 cc.