De volta ao Rio Grande do Sul depois de vinte dias não via a hora de matar a saudades da Sílvia, Moni e Marcelo em Taquara. Exilados naquela pequena cidade por força do curso técnico do Marcelo. Fiquei uma semana com eles e a despedida era sempre dolorida. Aproveitamos e fomos almoçar fora no domingo. Estava começando a pensar em deixar de viajar. Minha moto estava em Caxias e teria que busca-la para voltar a rotina de idas e vindas diárias entre Bento e Caxias esperando novamente para me mandarem para algum lugar do Brasil. Após uma semana peguei o ônibus partindo de Taquara, passando por Gramado, Nova Petrópolis e chegando em Caxias. Dia chuvoso e de reflexão dentro do ônibus sobre minha vida. Como tinha chegado até aqui viajando o Brasil? Porque fui demitido juntamente com meus dois colegas de supervisão da cervejaria? Logo após e ainda na época da crise foi contratado mais duas pessoas para a área. Se era por falta do curso superior, como meu gestor não sabia que eu estava estudando se faltava pouco para me formar?(Pura bruxaria!) Até quando continuaria a viajar? Porque nenhum dos lugares para onde mandei meu currículo na área de gestão de produção não me chamavam? Era hora de encarar mais uma vez o inverno que estava chegando.
terça-feira, 29 de março de 2011
MG quem te conheçe não esquece jamais.
Com os trabalhos de montagem do transporte de garrafas, transporte de pacotes, e posicionamento de maquinas concluídos era chegada a hora de ir embora depois de vinte dias. Muitos amigos vão ficar em Cataguases, amigos da manutenção da fábrica de sucos de Astolfo e o Marcelo taxista. Teríamos umas quatro horas até o Rio para pegar o avião até Porto Alegre. Mas ao contrário do conforto da vinda em um Corola, a volta foi apertada e desagradável em um Gol 1.0 em que o motorista, um funcionário da fábrica resolveu levar a mulher para passear e eu e meus colegas ficamos socados em três no banco de trás com aquele calor. Nem tudo é rosas e nessa hora o eletrícista precisa ter rusticidade. Ha-ha! Minhas pernas endureceram e o calor a medida que chegávamos perto do Rio aumentava. Para completar o motora se perdeu no Rio causando um atraso e quase nos fazendo perder o avião de volta para casa. Mas tudo correu bem e mais uma missão foi cumprida nos deixando uma boa impressão de uma cidade com gente muito boa, seus bares com música ao vivo e a simplicidade. Estava até acostumando com o trem que passava todo o dia em frente ao hotel. Minas Gerais quem te conhece não esquece jamais!
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quarta-feira, 16 de março de 2011
Dona Euzébia
Cataguases, Astolfo Dutra, Dona Euzébia, Leopoldina, Muriaé, Muriaí e o pulso ainda pulsa. He, he! Pequenas cidades do sul de Minas, muito próximas, muito peculiares mas longe demais das capitais. Cidades com um povo de hábitos simples que não estão nem aí para o relógio e que ainda escutam o apito do trem e comem o delicioso pão de queijo no café da manhã. Na semana final tivemos a oportunidade de acompanhar o carnaval em Cataguases, atrás de um carro de som muito parecido com os do trio elétrico do nordeste. Um carnaval animado com gente brincando com aquela inocência do interior, homens vestidos de mulheres e mulheres de pijama e fantasias. Apesar da folia tinhamos que acordar cedo no outro dia, pois os trabalhos já estavam na reta final. Esqueci de levar uns prensa-cabos usados nos motores e deixaria alguns para a equipe de start da linha ligar. Nessas cidades do interior era uma dificuldade até para achar parafusos. Tinha que vir tudo do sul ou Rio e São Paulo. Mas aquela noite de carnaval fez bem a todos, pois a distância de casa e a saudade foi amenizada com a folia e as amizades feitas. "Nosso carnaval é eternamente diário. Nós vestimos e vivemos fantasias a vida inteira. Nossa imaginação voraz está faminta. Querendo mais dos absurdos, delírios e sonhos que tornam-se a cada dia mais essenciais e reais." Capa do disco Carnaval do Barão Vermelho 1988.
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