segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Início dos trabalhos no envase de suco.

No primeiro dia acordamos cedo e tomamos um bom café no hotel em Cataguases onde nos esperava um motorista chamado Marcelo que morava em Astolfo. Gente muito boa que me fazia lembrar o Nerso da Capitinga. Complementava sua renda de taxista com uma lan house e uns produtos do Paraguai. Logo negociamos com ele uns mouses para nossos notes. Ao chegar na fábrica em Astolfo nos deparamos com uma antiga usina de álcool que foi adquirida por um empresário e teria seu espaço físico adaptado para uma fábrica envasadora de sucos. Já funcionava lá a parte de beneficiamento da polpa e envase em latões para exportação. Cabia a nós montar e posicionar a enchedora, montar transporte aéreo, transporte de garrafas, embaladora e paletizador. Logo começamos as medições com a trena nas salas fazendo a conferência com as plantas impressas que nos foram dadas em Bento. Para variar sempre tinha uma modificação. A rotuladora era por conta de outra empresa, mas do mesmo grupo onde trabalhávamos. Viria outro pessoal. Logo fomos apresentados ao poderoso dono da fábrica que nos cobrava o prazo de entrega, mas sempre tinha uma piada na manga para nos fazer rir todo o dia. O pai dele era um velhinho muito amistoso e que chamava a atenção por estar todo dia de manhã na fábrica sentado em um banquinho e tirando os pregos com martelo e pé de cabra das madeiras que envolviam o maquinário. Que disposição! Gente muito boa!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Rumo a Cataguases MG

Foto - No caminho para Teresópolis em um restaurante na serra, atrás a famosa montanha com o nome "dedo de Deus".

Depois de quase um mês trabalhando próximo a Bento Gonçalves chegou a hora de ir para algum ponto do Brasil. Uma linha de envase de suco foi vendido para Astolfo Dutra em Minas Gerais. Mais uma cidade pequena e calma. Desembarquei acompanhado dos parceiros Anderson e Balin no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro. Lá um motorista da empresa nos esperava. Para chegar ao destino referido iriamos tomar uma rota que passaria por Teresópolis na região serrana do Rio e atravessariamos a fronteira com Minas chegando em Cataguases onde iriamos ficar hospedados. Cataguases ficava uns 10 km de Astolfo onde ficava o local da montagem e era um cidade pequena, mas bem maior que Astolfo. Descobrimos logo que na frente do hotel teriamos algo bem diferente para se observar. Um trêm que passava todo o dia na frente carregando minério. A noite também era marcada por uma passagem dele de madrugada com o som de uma forte buzina. Nãããão! Mas o hotel era bom com piscina no terraço e rede wireless para nos comunicar com o sul com nossos notebooks. Mundo pequeno! Acabei encontrando durante a janta no hotel um colega de Bento Gonçalves dos meus tempos de estudante de engenharia mecânica. Ele se formou e estava representando naquela região do Brasil uma empresa de Bento que fabricava motoredutores. Bem aventurado!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Voltei Rio Grande!

Voltei Rio Grande, foi a saudade que me trouxe pelo braço...
...com essa adaptação de Voltei Recife cantada por Alceu Valença exalto minha volta ao Rio Grande do Sul depois de quarenta dias em João Pessoa. Fiquei um pouco com a Sílvia e a gurizada em Taquara por uns dias para matar a saudade. O Marcelo seguia com o curso de eletrônica e por isso seguíamos morando naquela região. No dia que me apresentei em Bento saí de madrugada de moto para chegar umas sete da manhã e fazia muito frio, em torno de uns 3º C. Nada mal para quem estava se acostumando com o calor da Paraíba. Lá revi meus colegas da elétrica onde permaneci por uns dias ajudando a montar uns quadros de comando e ligando motores na área de montagem das maquinas para testes. Tinha que prestar minhas contas com a assistência técnica onde apresentava as notas com despesas de viagem e o relatório das minhas horas. Trabalhava com o sistema de banco de horas onde cada hora extra era convertida em folga possibilitando minha permanência por uns dias em Taquara. Havia uma vinícola la em Bento que estava adquirindo uma linha de envase em vidro na qual fui requisitado para fazer a parte elétrica. Isso me daria uns dias de permanência no sul mantendo a rotina dormindo em Caxias, trabalhando em Bento e aos finais de semana em Taquara. Voltava a parceria com a La Querendona, minha moto 250 cc.