domingo, 13 de fevereiro de 2011

Voltei Rio Grande!

Voltei Rio Grande, foi a saudade que me trouxe pelo braço...
...com essa adaptação de Voltei Recife cantada por Alceu Valença exalto minha volta ao Rio Grande do Sul depois de quarenta dias em João Pessoa. Fiquei um pouco com a Sílvia e a gurizada em Taquara por uns dias para matar a saudade. O Marcelo seguia com o curso de eletrônica e por isso seguíamos morando naquela região. No dia que me apresentei em Bento saí de madrugada de moto para chegar umas sete da manhã e fazia muito frio, em torno de uns 3º C. Nada mal para quem estava se acostumando com o calor da Paraíba. Lá revi meus colegas da elétrica onde permaneci por uns dias ajudando a montar uns quadros de comando e ligando motores na área de montagem das maquinas para testes. Tinha que prestar minhas contas com a assistência técnica onde apresentava as notas com despesas de viagem e o relatório das minhas horas. Trabalhava com o sistema de banco de horas onde cada hora extra era convertida em folga possibilitando minha permanência por uns dias em Taquara. Havia uma vinícola la em Bento que estava adquirindo uma linha de envase em vidro na qual fui requisitado para fazer a parte elétrica. Isso me daria uns dias de permanência no sul mantendo a rotina dormindo em Caxias, trabalhando em Bento e aos finais de semana em Taquara. Voltava a parceria com a La Querendona, minha moto 250 cc.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Adeus João Pessoa!

Já montado o transporte aéreo de garrafas, esteiras transportadoras , enchedora e paletizador, era chegada a hora do "ajuste fino" com a chegada do reforço do mestre Jajá e o programador Títi. Já com quase após um mês eles chegaram e já montada as eletrocalhas e passado os cabos do quadro pincipal até os motores das esteiras transportadoras e transporte aéreo faltava a parte de comando e automação. O trajeto era longo e tivemos que usar caixas de passagens em lugares estratégicos, pois os cabos dos sensores não tinham comprimento suficiente. O Jája ficou mais com a parte de automação coordenando a passagem de cabos dos sensores e programação dos inversores. O Títi sempre com seu notebook na mão e muito concentrado acertando o programa para rodar as máquinas. Era chegada a hora de ir embora de João pessoa, pois tudo estava montado e o pessoal do "ajuste fino" iria se encarregar encerrar os trabalhos. No último dia ajudamos a turma na soldagem de umas peças do transporte aéreo e como era por apenas uns minutos foi sem máscara de proteção. Erro primário. A noite já com passagens compradas os olhos começaram a doer por causa da irritação causada pela exposição a solda. Tanto eu como a do meu parceiro Marcelo começamos a não enxergar nada. Tivemos que ir para o pronto socorro para medicação com pomada e anestésico para os olhos. Graças a Deus nessa hora os amigos Ramon, Ana e Celi lá de JP nos ajudaram dando uma carona até o hospital e depois ao aeroporto. Nunca esquecerei essa ajuda. Tivemos que viajar os dois com um olho enfaixado deixando o pessoal do check-in encucado nos perguntando o que houve. Seriamos terroristas? He-he!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Prosseguindo na montagem

Foto - Motor ventilador do transporte aéreo de garrafas PET
Vindo de avião as peças que faltavam pudemos dar continuidade a montagem do transporte aéreo e se abria então uma outra frente de trabalho que era o posicionamento dos quadros de comando e passagem dos cabos partindo do mesmo até os motores ventiladores presos no aéreo que faziam o papel de empurrar as garrafas PET. Eu era responsável por essa área e não eram poucos motores, pois a linha era extensa. Nesse etapa chegou um reforço para nos ajudar no posicionamento das enchedoras. Um camarada bem nativo de Bento Gonçalves com sotaque italiano carregado e jeitão arrogante. Tinha anos de empresa e se achava como líder por direito. Adoro esse tipo de cara pois na primeira oportunidade tinha que dar nos dedos dele para delimitar o meu espaço. Dito e feito, pois na montagem dos quadros nos fez carregar uma enorme e pesada estrutura que serviria de plataforma para os quadros de comando. O trabalho poderia ser feito de uma forma bem segura com empilhadeira e sem botar a coluna de ninguém em risco. Discuti feio com ele e ficamos sem falar durante o resto dos dias que se passaram para finalizar a montagem. Não sei como se cria um tipo desse dentro de uma organização. Mas enfim tive que ser profissional e tocar o meu barco convivendo com as diferenças no decorrer da obra.