Curtindo um "Forró Muído" apelidado carinhosamente por mim de "Fórro Miúdo" partimos de taxi do hotel para a fábrica que nos esperava para o início da montagem da nova linha de envase de água mineral. Chegando lá nos deparamos com parte das máquinas ainda encaixotadas pois era muita coisa para o nosso colega que tinha ido antes. As caixas eram de madeira e envolvia um veradeiro trabalho de carpintaria com auxilio de pé de cabra e martelo para realizar o trabalho gerando um grande reziduo que tinha que ser removido da área. Também nos encontramos com uma equipe auxiliar composta por quatro pessoas de uma prestadora de serviços lá de João Pessoa. Durante todo o tempo foram de grande ajuda, pois o trabalho envolvia levantamento de peças pesadas, soldagem e outros serviços de apoio. Logo nos deparamos com erro de projeto na fixação do transporte aéreo em uma estrutura metálica dos silos de garrafas onde tivemos que improvisar. O erro de projeto esteve sempre presente nas nossas missões, reflexo de que alguma coisa andava mal na engenharia. O calor era intenso nos fazendo pedir durante várias vezes ao dia um refrigerante gelado tirado logo na saída da enchedora para matar a sede. Uma linha de produção ainda funcionava e o pessoal de fábrica era muito legal e sensível a essa situação. Logo nos ambientamos com o pessoal da fábrica e equipe de apoio, sendo de sotaques diferentes, mas ambos trocando relatos de sua terra e costumes resultando numa verdadeira integração de culturas. O primeiro dia foi muito cansativo e quando iamos embora já era noite e mais uma vez o forró comia solto no DVD do táxi do Rogério cruzando no meio do canavial que ficava no caminho da fábrica.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Destino João Pessoa - PB
O gerente da assistencia técnica mandou me chamar na sala dele e lá me encontrei com Marcelo, um colega que entrou comigo e faria a parte mecãnica da montagem. Lá ele mostrou o desenho feito em CAD sobre a mesa apontando os ponto da montagem e o cronôgrama de trabalho. Falou também que um outro colega, Anderson já nos esperaria ém João Pessoa pois tinha ido um pouco antes para abrir as caixas onde as maquinas aviam sido acondicionadas. Marcelo dividiria o quarto comigo no hotel e o Andersom por ser o líder e mais antigo na empresa ficaria sozinho. Andersom, ja tinha participado em outras montagens e por isso tinha a confiança do gerente para liderar a montagem prevista para durar uns vinte dias. Apesar de ser o mais jovem do trio a experiência e tempo de empresa lhe conferiam esse cargo. Taxi vindo de Bento com o Marcelo me buscaria de madrugada em Caxias rumo a Porto Alegre onde pegariamos o avião. Madrugada friazinha que me fez vestir um agasalho e que mais tarde com certeza teria que tirar em pleno calor de João Pessoa. Diversidades climáticas de um país enorme como o Brasil. Chegamos a tarde em JP depois de uma escala em São Paulo para troca de avião no aeroporto de Guarulhos. Fazia calor como esperado e lá um táxi nos esperava para nos levar para o hotel. O taxista se chamava Rogério e se mostrava muito prestativo falando sobre a cidade e seus pontos turísticos os quais teriamos pouco tempo para ver já que estavamos a trabalho. Tinha um DVD no taxi que só rodava forró. Na Paraíba se respira forró, pois era o que rodava nas rádios e nos bares da orla. O hotel em que ficamos hospedados durante quarenta dias ficava duas quadras da praia de Tambaú.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Pronto para decolar
Após aproximadamente uns vinte dias dentro da fábrica fomos convocados para uma instalação de linha de envase em um grande grupo na Paraíba. Foram dias preciosos dentro da fábrica em Bento onde se teve contato com a montagem dos quadros elétricos que eu iria instalar nas viagens e a montagem e teste dos equipamentos. Aliás a área de montagem ocupava um pavilhão enorme para comportar todo maquinário a ser testado. Não eram poupados recursos havendo sistema kanbam para parafusos de diversos diametros em aço inox, bem como ferramentas, machos e brocas fornecidos pela ferramentaria. Os setores eram facinantes, usinagem com várias máquinas CNC, corte de chapas a lazer, jato de areia, soldagem e a reforma. Quase tudo era fábricado ali para se poder montar as enchedoras, embaladoras, transporte de garrafas e paletizadoras. Uma empresa sólida e construída com muito esforço por seus fundadores. Enfim representando a empresa fabricante de máquinas era chegada a hora de botarmos as mesmas que foram vendidas a funcionar satisfazendo as necessidades do cliente que ficava do outro lado do Brasil. Era hora de retornar a andar de avião depois de algum tempo, pois fazia uns quinze anos que não voava. A última tinha sido entre Porto Velho e Manaus na aventura interrompida de Fusca rumo a amazônia referenciada em outra postagem.
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